A confusão envolvendo o candidato pernambucano que disse ter tirado nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 foi parar na polícia.
Nesta sexta (19), a Polícia Civil de Pernambuco afirmou que abriu um inquérito para apurar o fato.
Sem repassar detalhes, a corporação disse, por nota, que “está investigando o caso que aconteceu no dia 17 de janeiro, no bairro do Viradouro, em Escada”.
Também afirmou que “as diligências já foram iniciadas e seguem até completa elucidação do caso”.
É justamente em Escada que mora estudante Igor Kleyverson da Silva, de 23 anos.
No início da semana, ele apareceu nas redes sociais em todo o Brasil por causa da nota na redação. Ele seria um dos 60 candidatos nota mil em todo o País.
Depois de tirar fotos e gravar vídeos tudo mudou. Na quarta (17), foi descoberto que, na verdade, a nota que consta na página do Participante do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é 680.
Com isso, ele deixa de ser um dos dois pernambucanos com pontuação máxima na redação do Enem. A outra é a professora Lilían Carvalho.
Até a última atualização desta reportagem, nenhum outro estudante veio a público informar que tirou nota mil na redação do Enem de 2023.
A reportagem do Diario de Pernambuco entrou em contato com a Polícia Federal, que informou que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Quem é o jovem
Igor mora no município de Escada, na Zona da Mata, e é ex-aluno do curso preparatório Fábrica Concurso, que fez publicações nas redes sociais referentes à nota do vestibulando na terça-feira (16), quando o resultado do exame foi divulgado.
O jovem veio a público na noite da quarta-feira para contar o que tinha ocorrido. Por meio de um vídeo no Instagram, o estudante alegou que pode ter sido vítima de um hacker ou de um erro no sistema do Inep.

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